segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Assassino? – Mas como? Não matei ninguém!


Logo cedo, o filho mais velho de uma determinada família descobre que tem um dom. Ele não pode voar, como os super-heróis, mas consegue atrair para si as atenções, mesmo quando sua essência fidalga e discreta tentam transmitir o contrário. Os constantes abalos sísmicos nas estruturas cerebrais, travestidos de erros de arbitragem, põem à prova o psicológico de humanos considerados guerreiros. Porém, como foi dito no início dessa explanação, há um dom em todo este cenário.
 
O mais engraçado de tudo é ter a ciência que os dons, geralmente, são associados com habilidades positivas para quem os possui. No entanto, este (o dom), em especial, macula a imagem (quase) lisa que um grupo de jogadores deveria ter quando não cometem erros significativos no que tange as leis que regem o futebol. Mas “isso aqui é Fluminense, amigo”.

Durante a partida de sábado entre o Tricolor das Laranjeiras e o Atlético-PR, na Arena da Baixada, o clube das três cores saiu como o vilão nas grandes mídias. Alguns jornais contestaram o pênalti claro marcado em Lanzini. Outros, sequer, mencionaram o fato de um atleta do time paraense ter posto a mão na bola dentro de sua área, o que seria nova penalidade para os comandados de Abel. Por fim, ignoraram que o circense Guerron estava impedido no lance que deu origem ao gol dos atleticanos.

O técnico rival, Antônio Lopes, fez coro às falsas acusações, dizendo que o Flu havia sido bastante beneficiado pela arbitragem. Os torcedores do Furacão só não invadiram o gramado para dar umas “palmadinha” no juiz porque a polícia agiu rápido. E, claro, em todo esse contexto, o mal, isto é, o Fluminense, teria levado a melhor.

Há quem diga que levar a culpa de algo, sendo inocente, é a conseqüência de um sistema mal estruturado e, ainda, de uma má defesa no tribunal. Neste caso, meus amigos, a melhor defesa seria a exposição. Replay. Pause. Replay. Se o tiro foi dado por quem vestia verde, branco e grená, cadeia. Agora, se o inquilino da Álvaro Chaves não tem nem porte de arma ou motivos para cometer um crime, além das provas de imagem não baterem de frente com o que é ventilado, que procurem um outro alguém para pagar o pato. O único homicídio que é culpa do Flu, neste caso, é o da esperança dos atleticanos. Aquela ali, putz, parece ter sido enterrada no sábado pelo Tricolor. 

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sábado, 17 de setembro de 2011

Tricolores nordestinos, não leiam. É sério!


A natureza humana é engraçada. Adora fazer o contrário do que lhe pedem, independente do motivo. Curiosos. Atitude esta que rendeu ao homem a evolução que os trouxe até aqui. Alguns não seguem os avisos pela sensação gostosa do perigo misterioso. Outros, por teimosia. Enfim, fato é que você clicou. E eu pedi para não clicar.

Ciente da força da torcida do Bahia dentro de seus domínios, é de suma importância um comparecimento em massa dos tricolores que vivem no nordeste, além da rapaziada da Axé Flu, sempre presente. Dividir o estádio de Pituaçu seria pedir muito – até porque a carga de ingressos aos visitantes não nos permitiria tal feito. O mínimo esperado é o esgotamento da carga de bilhetes para a nossa torcida.

E eu sei que você irá prestigiar os guerreiros! Como eu sei? Simples. Não quero que você vá! Não pense em ir para Pituaçu. Fiquem em casa, ok? É sério! Recado dado.

Freud explica. Ops, Fred.  

ST

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Peter Siemsen: Burrice, desatenção, desesperança ou genialidade?

Quando tem visita na minha casa, eu ofereço o sofá, a mesa de jantar, o banheiro e um cafezinho. O Fluminense oferece o quarto, a cama e o banheiro privativo. Religiosos, provavelmente, os dirigentes devem estar cavando uma vaguinha no céu com esta delicada, sincera e bonita boa ação.

No duelo que vai acontecer no próximo domingo, entre o Tricolor das Laranjeiras e o Corinthians, o verde, branco e grená resolveu abrir as pernas para o preto e o branco, numa espécie de marketing às avessas. Dos 25.804 ingressos colocados à venda, o site oficial do clube afirma que 10% da carga é destinada aos corintianos. Mentira! Em matéria publicada pelo globoesporte.com e reproduzida no NETFLU, foi apresentada a informação do documento da reunião de segurança da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. A tal informação dá conta de que 7.612 entradas foram separadas para os torcedores adversários.

E não para por aí. O setor oferecido aos visitantes nada mais é do que o mais nobre do estádio: Oeste Superior. Só faltou chamarem os representantes da Gaviões da Fiel para almoçarem, por conta do clube, no Fran Mourão, restaurante que fica dentro da sede tricolor.

Creio que o presidente Peter Siemsen é uma pessoa bem intencionada, mas o inferno está cheio de gente assim. De acordo com o coordenador geral do Fluminense, a divisão dos ingressos foi feita há dez dias, prazo mínimo estipulado pelo Corpo de Bombeiros. Na matéria publicada pelo globoesporte foi divulgado que a coordenadoria teria alegado que há uma semana e meia não se esperava um público grande para este duelo. Ora bolas, para mim isso tem nome: atestado de desilusão com a equipe. Será que não passou pela cabeça dos dirigentes que o Tricolor poderia reagir no campeonato? 

Outra bola fora é o preço dos melhores setores: R$50 e R$40. Tentaram compensar colocando o Sul por R$10. Ótimo, mas não o bastante. Algumas pessoas saíram em defesa da alta cúpula tricolor, nas redes sociais, afirmando que transportar os corintianos para a parte superior da Oeste é uma estratégia. Dizem que lá a acústica é inferior, logo, fariam menos barulho. Além disso, o valor “salgado” inibiria a presença de muitos torcedores rivais. É um ponto de vista. Excêntrico, mas é.

A pergunta que eu deixo aos torcedores é aquela do título deste famigerado post. Peter Siemsem: burrice, desatenção, desesperança ou genialidade? A culpa não é dele? É de quem, então, da reação “inesperada” do Tricolor? Vai ser interessante debatermos sobre os fatos apontados. Queria eu, ter a grande honra de ser convidado para a casa de um anfitrião deste quilate com todas as mordomias apresentadas. Alguém se habilita? 


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domingo, 4 de setembro de 2011

Eles (não) cantaram Nense quando o time ia mal!


Três toques na bola em sequência. Era só isso o que todos os apaixonados pelo Flu queriam, enquanto acompanhavam, atônitos, o baile dado pelo Atlético-GO. A andorinha Lanzini tentava voar ao redor da gravidade esquadrinhada pela aflição e incentivo dos torcedores. Sozinho, nada de verão.


Abutre disfarçado de anjo, Souza irritava pela inutilidade de suas tentativas de construir ninho no terreno alheio. Veio o primeiro gol dos adversários. Mais tarde o segundo. A paixão que, geralmente, costuma cegar os anseios dos fãs de determinada equipe, deu lugar a razão burra (?), muito criticada por aqueles que insistem em dizer que há um manual de como torcer corretamente. Vaias para o time, sobretudo, para Souza. Gritos de “burro” para Abel Braga ao experimentar Bob pela centésima vez.

Essa consciência não-argentina de quem pula nas arquibancadas brasileiras mostra que, sim, há sangue nessas veias. Claro que existem situações em que a falta de motivação externa atrapalha. Mas ali no Raulino de Oliveira era uma questão de honra, posto que todos estavam cansados de viverem em torno das expectativas mentirosas criadas por vitórias esporádicas. Eles não cantaram Nense quando o time ia mal!

Dali em diante, o veio o revés em nosso favor, depois do pênalti isolado por He-Man. A incógnita, Sobis, entrou e mudou o rumo da partida. O ritmo no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, também foi alterado. Hipnotizados por uma reação meteórica, lembrando o ponto de ebulição no final da temporada 2009, quando o time arrancou de forma impressionante, os tricolores ferveram. A desistência, mesmo que temporária, de um jeito masoquista de prestigiar sua equipe, deu lugar ao delírio da lógica da reciprocidade: “eles ofereciam o devido esforço, nós, a garganta”. O prêmio veio aos 45, num belo gol impedido, que possibilitou a explosão total dos guerreiros, tanto dentro como fora da arena.

Faz parte do show incentivar sempre? Nada disto. Pelo menos eu não gosto de ser “mulher de malandro”. Se é para ficar rouco, sem voz, que seja com uma atuação decente, mesmo que o time esteja perdendo; se é pra me fazer chorar, traga o sangue da luta junto com a derrota. Ou, então, a ressurreição da vontade, numa vitória à prestação, deixando lágrimas à vista. “Nas boas te acompanho. Nas más – se fizer por onde – te amo!”, até porque, independente do que acontecer, a esperança estará de testemunha, junto comigo. Obrigado, Tricolor!

Aguardem por muitas novidades neste espaço. 

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