terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Thiago Neves: sentimento de posse
Um
conhecido do primo do vizinho do gerente da terceira padaria mais famosa de
Laranjeiras, que tem um grande laço de amizade com a cúpula da Unimed, teria
vazado a informação de que Celso Barros estaria reunido com o meia Thiago
Neves, na sede da empresa de planos de saúde. Tão logo, “aproveitadores”
passaram a divulgar a suposta notícia nas redes sociais como se esta fosse
verdade. A questão é: e se realmente for real?
Muitos
boêmios e poetas já dissertaram sobre as “mulheres de malandro”, figuras
típicas de um universo real dos becos, submundos e demais ruas, que levantam a
bandeira do “tapinha não dói”, porque gostam de ser maltratadas. No futebol, as
conquistas, geralmente, apagam o passado. Thiago Neves participou do título da
Copa do Brasil e ponto. Ah, fez três na final da Libertadores diante da LDU e
alguns créus no Rubro-Negro...
Não
discuto a qualidade técnica do jogador e respeito quem o cultua. Para ser
sincero, não o quero no Flu, mas também não o desejaria no Fla. Não pode ser “meu”
nem do “outro”. Sentimento de posse, como nas grandes relações viscerais onde
os parceiros vivem intensamente por um tempo e, logo depois, valorizam mais as
feridas do que as glórias em par. Assim que vestiu o manto do mal, pintado de
vermelho e preto, o pouco senso deu lugar à indelicadeza de quem
quer fazer cena para um determinado grupinho: o apoiador minimizou a torcida do
Flu, menosprezou a grandeza do clube, cuspiu na entidade que o transformou no
que ele é. Ingrato.
Se
ele realmente for contratado, não irei torcer contra. Mas também não vou cantar
seu nome, pedir autógrafos, alisar o ego. Nelson Rodrigues dizia: “Nem todas as
mulheres gostam de apanhar. Só as normais”. Porém, as comparações esdruxulas
acabam por aqui. Eu não sou mulher, e isso não se trata de um relacionamento "rodriguiano".
Apenas negócios, não é, Dr. Celso Barros?
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O texto foi escrito na tarde do dia 10 de janeiro, quando a informação sobre a reunião entre Celso Barros e Thiago Neves não havia saído em nenhum meio de comunicação.
sábado, 7 de janeiro de 2012
A próxima bomba nas Laranjeiras é...
Os
civis parecem longe do perigo. Da para aproveitar o momento e fazer testes
nucleares, no intuito de conhecer o poderio do armamento, embora já o possua há
bastante tempo. Todo ano é uma nova oportunidade de testes: alvo encontrado,
apontar, atirar...
Analisando
de maneira fria, em temporadas anteriores, o estrondo foi bem maior, sem a
dosagem indicada na bula do bom soldado. Assim, de explosão em explosão,
estilhaços de Fred, Thiago Neves, Deco, Washington e outros se juntaram aos
demais. O gatilho continua nas mesmas mãos, porém os alvos, ao que parece, se
modificaram. Até o bote perdeu a pirotecnia, dando ao batalhão tricolor um
poder que antes não tinha: o elemento surpresa.
Para
uma fagulha de quem tem às Laranjeiras como porto seguro, é melhor torcer o
nariz pelo caos maquiado na incerteza de Anderson, ao invés de promover a
esperança, premiando-a com medalha de honra em apostas interessantes como
Wagner, Bruno e Jean.
Os
que pedem excessivos cuidados com a retaguarda devem ter esquecido daquilo que
o Barcelona redescobriu e transmitiu ao mundo: a defesa começa pelo ataque. Podem
vir Mirandas, Cirandas, Giocondas para compor a “zona do agrião” tricolor, mas
se o serviço não for feito em grupo, haverá baixas independente dos combatentes
envolvidos na história.
Tendo
a Libertadores como objetivo, a guerra maior não é responsabilidade de quem
ainda está por vir, dos reforços que perambulam no imaginário coletivo da nação
verde, branca e grená. Deve-se vencer o adversário antes do apito inicial,
adotando estratégias inteligentes e abandonando a “covardia vencedora”
muricyana.
No
fogo cruzado, quem for mais ousado pode tirar benefício. É melhor cair se
arriscando do que se afogar na poça de sangue do fogo amigo fantasiado de
displicência. Para evitar “boons” e “kaboons” desnecessários, a próxima bomba nas
Laranjeiras é o bom senso do agora. Um brinde a isto!
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